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OS PARTIDOS DO SISTEMA SÃO UMA TRETA, MAS HÁ MELHOR? Opinião | 21/02/2019

Frequentemente, ouvimos comentadores, jornalistas, empresários, dirigentes associativos e corporativos e até o anónimo cidadão queixarem-se da fraca qualidade dos políticos portugueses, bem como do imobilismo e da reprodução de hábitos e vícios antigos pelos partidos “do sistema”. A teoria generalizada defende que os partidos estão absolutamente capturados por caciques, que dominam exércitos de apparatchiks, que outra coisa não sabem fazer a não ser parasitar o Estado. Uma horda que apenas serve para alimentar e engordar a sua própria clientela, de forma a perpetuar-se no poder. Defendem a necessidade de maior participação, a renovação de quadros políticos. Sublinham os constrangimentos criados pelos partidos políticos à participação cidadã e independente. Afirmam que não faltam mulheres e homens, nas empresas, nas associações, nas universidades, com qualidade inquestionável e competências excecionais, mas que não se interessam por política porque esta está refém dos partid...

ACOLHER DE BRAÇOS ABERTOS! Opinião | 09/02/2019 08:25

Etimologicamente, a palavra xenofobia deriva da conjugação dos termos “estranho” e “medo” e significa medo ou aversão aos estrangeiros. O receio e a desconfiança por aquilo que é desconhecido e estranho são manifestações comuns a todos os seres humanos. Acontece em todas as sociedades e se não estiver associada a formas de ódio ou outro tipo de “patologia”, os sentimentos xenófobos podem ser facilmente desmontados, pela informação e pela educação. O problema é quando essa reação legítima, gerada pelo desconhecimento e pela ignorância, é instrumentalizada por ideologias políticas, com vista a gerar hostilidade generalizada para com essa diferença, com o objetivo final de obter benefícios eleitorais. Em Portugal, felizmente, há poucas correntes ideológicas – e, mesmo essas, sem grande expressão! – que instilem o ódio e promovam sentimentos xenófobos, assentes nas diferenças culturais, de raça, religião ou nacionalidade. Há, contudo, sinais de alerta para os quais devemos esta...

Pálido de espanto

Um belíssimo texto do Duarte. Bem ao estilo do existencialismo. De resto, não há pergunta mais existencial do que essa, que todos nós, pelo menos uma vez na vida, já fizemos diante do espelho (ao olharmos e não nos reconhecermos): "quem és tu?" É essa pergunta que desconcerta Meursault, n'O estrangeiro e é a essa pergunta que Camus se refere quando afirma que um dia somos esbofeteados pelo absurdo. A pergunta: "quem és tu?" é, de facto, essa bofetada monumental que nos é dada pelo absurdo! https://www.jm-madeira.pt/cronicas/ver/654/A_menina_dancaf

TUDO À BORLA PARA TODOS OU UMA JUSTIÇA SOCIAL VICIADA Opinião | 24/01/2019

“A fim de tratar as pessoas igualitariamente, a sociedade deve dar atenção àqueles com menos dotes inatos e aos oriundos de posições sociais menos favoráveis. A ideia é de reparar o desvio das contingências na direção da igualdade”. “A distribuição natural não é justa nem injusta; nem é injusto que as pessoas nasçam numa posição particular da sociedade. Estes são, simplesmente, fatos naturais. O que é justo e injusto é o modo como as instituições lidam com esses fatos.” John Rawls, Uma teoria da justiça ​ ​Nas sociedades desenvolvidas, com sistemas de segurança social relativamente eficazes, assentes no sistema previdencial de natureza contributiva, a regra para a concessão de apoios sociais é a da progressividade (semelhante à da tributação). Quer isto dizer que o Estado apoia mais as famílias com menores rendimentos. Esta regra garante a redistribuição da riqueza, ajudando os mais pobres a terem acesso e bens e serviços que de outra forma estariam fora do seu alcanc...

DE SÁ CARNEIRO OU A OPORTUNIDADE PARA REFLETIR SOBRE O QUE É O PSD Opinião | 27/12/2018 01:23

“O Personalismo é, ao mesmo tempo, filosofia, atitude perante a realidade e ação. Considera o ser humano como totalidade: todo ele corpo e todo ele espírito. Ainda mais, considera o homem na perspetiva da evolução: toda a história do universo desemboca no homem (...) Próprio ainda do Personalismo é afirmar a transcendência do homem. Ele não é apenas um elemento da natureza, um ser entre outros seres, mas é sujeito: dá nome às coisas e age sobre elas. Essa soberania que o homem exerce sobre as coisas tem, como resultado, a cultura em todos os seus aspetos. Grande é a contribuição do Personalismo, ainda hoje, no campo da liberdade, da comunicação, da compreensão e defesa da dignidade humana. Acentuo, sobretudo, a contribuição do Personalismo no campo da ética. Trata-se não apenas de uma ética de atos, mas de uma ética da pessoa. Para o Personalismo, não se trata apenas de colocar atos bons, mas sim de tornar a pessoa eticamente boa, ou seja, virtuosa, pois a boa árvore dá sempre...

A AUTONOMIA VENDIDA POR UM PRATO DE LENTILHAS Opinião | 29/11/2018 08:28

Os governos socialistas em Lisboa convivem mal com as opções políticas dos madeirenses. O secular desejo de liberdade e a aspiração para decidir sobre o seu próprio futuro, características muito próprias deste povo, sempre deixou um amargo de boca ao PS, que tem muitas dificuldades em aceitar a autonomia e o princípio da subsidariedade. Prova disso são as constantes interpretações restritivas e centralistas da maior parte de juristas e constitucionalistas afetos ao PS, no que toca aos direitos consagrados da Constituição da República e no Estatuto Político-Administrativo da Região Autónoma das Madeira. Em caso de dúvida – e, até, muitas vezes, sem ela! – a decisão é sempre colonialista e a favor do centralismo político de Lisboa. A vontade indomável das gentes desta terra, que não se deixa agrilhoar e recusa e combate as imposições exteriores, é algo que o PS não perdoa. Para a história ficam as contínuas menorizações do povo madeirense sempre que este deu maiorias esmagado...

VENEZUELA: A POSIÇÃO QUE DEFENDE OS INTERESSES DA MADEIRA Opinião | 02/11/2018

A crise socioeconómica na Venezuela é uma realidade insofismável para toda a comunidade internacional. A União Europeia, progressivamente, tem vindo a fazer valer o seu ponto de vista, orientada por uma perspetiva política e de desenvolvimento económico e não pela defesa dos interesses reais que alguns países da União têm naquela República Bolivariana. A verdade é que os vários esforços de mediação internacional não estão a produzir os resultados esperados e a polarização política tem aumentado, com a consequente degradação económica e social e agravamento dos atos de violência e de insegurança. Uma das consequências desta situação tem sido o regresso massivo de cidadãos da União Europeia, acompanhados, nos seus agregados familiares, de cidadãos venezuelanos. Esta forte migração, com origem naquele país da América do Sul, tem repercussões importantes no conjunto das políticas públicas: na educação, nos serviços de saúde e de segurança social, na habitação, entre outros. ...