Este blog nasceu como forma de registar o que sentia pela minha filha por vir. Deixei de escrever no dia em que ela nasceu. Recomeço agora, porque quero que ela leia tudo aquilo que eu não lhe disse!
Da hipocrisia
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grandes virtudes universais e fingir que não vemos os atropelos perpetrados
debaixo do nosso olhar!
Portugal é um país de partidas e de chegadas. A nossa história está marcada pelo encontro com o Outro e pelo esforço de integração: da nossa, nos outros países e dos estrangeiros, no nosso. O equilíbrio entre abertura e coesão é, não raras vezes, precário, razão pela qual torna-se fundamental que as políticas de imigração sejam rigorosas e objetivas. É por isso que a recente alteração à Lei dos Estrangeiros deve ser vista como um passo importante para uma política migratória mais responsável, mais justa e mais realista. Convém começar por distinguir dois conceitos que frequentemente aparecem associados: política de imigração e política de asilo. A primeira regula a entrada e permanência de cidadãos estrangeiros que procuram oportunidades económicas ou familiares e a segunda protege quem foge de perseguições, guerras ou catástrofes humanitárias. Misturar estas realidades é um erro e tem sido uma das causas de debate confuso e emocional em torno do tema. Aliás, os Juízes do Tribunal Cons...
No último fim-de-semana, celebrámos, em São Martinho, a 4ª edição da vibrante Festa da Diversidade Cultural, um evento que ultrapassa em muito a música, a gastronomia ou o artesanato. Em 4 anos, assumiu-se como uma afirmação clara de uma Madeira que é uma região global e cosmopolita, construída a muitas vozes, sotaques e culturas. Mas, passado o momento de celebração, segue-se a reflexão. A convivência entre mais de uma centena de nacionalidades na Madeira é uma realidade irreversível e de enorme riqueza. Contudo, o sucesso da integração de tantas pessoas provenientes de tantos países, de diferentes culturas, etnias e religiões não acontece por acaso. Exige planeamento, visão política e um compromisso firme com a integração e a coesão social. Por isto e ganhas as eleições pela AD, é nossa expectativa que as políticas que vinham sendo seguidas pelo anterior governo, lideradas pelo ministro Leitão Amaro, sejam prosseguidas. Porque o estado português necessita mesmo d...
Desta vez não me dirijo aos meus companheiros de partido. Esta é uma mensagem de despedida para Jerónimo de Sousa que, 18 anos após a ter tomado posse, deixou o cargo de Secretário-Geral do Partido Comunista Português (PCP). O PCP é um partido único no panorama das democracias ocidentais, porquanto se mantém mais ou menos fiel aos princípios marxistas, que norteavam os partidos comunistas de há 70 anos. É a tal “unidade na orientação e ação”. Neste aspeto, é um anacronismo e parece estar desfasado no tempo. E se o leitor acha que exagero, tenha em atenção que no PCP pululam estalinistas. Gente que defende que há apenas uma forma de ver o mundo e mesmo uma exclusiva interpretação do marxismo, o que cria o pensamento único, gerador de totalitarismos. Conheço pessoas que assumem abertamente que a sociedade seria melhor se vivêssemos em regime de partido único (o comunista, claro!), que preconizam a nacionalização de todos os meios de produção, que defendem a captura do aparelho de estado ...
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